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Dicas pra quem vai matricular o(a) filho(a) em alguma instituição de ensino

15 15UTC Novembro 15UTC 2009

Quando o paipai vai matricular seus pimpolhos numa escola, ele pensa numa série de variáveis: quase sempre começa pelo custo da escola, localização, quem são os professores, quanto tempo de aula seus filhotes terão, se tem “extras” (detesto este termo) – artes plásticas, música, sapateado, e o escambau, SE VAI APROVAR PRO VESTIBULAR, etc, etc.

Obviamente, todo pai e mãe busca o melhor pro seu filho. Infelizmente, nem todo mundo tem talento, bom senso ou informação pra isso. Palavras do meu psiquiatra: nem todo mundo é talhado para a paternidade/maternidade. Infelizmente.

E, mesmo que o sujeito até seja, não quer dizer que ele saiba tudo que é preciso para dar uma boa formação ao rebento. Ninguém é perfeito e ninguém sabe de tudo. E é de extrema sabedoria, num momento desses de total falta de informação, procurar outras opiniões. E que estas opiniões sejam de pessoas bastante diferentes, para que se possa haver uma ponderação dada por diferentes pontos de vista. Não adianta nada você perguntar pro pai do amiguinho do seu filho que vive uma vida parecidíssima com a sua e enxerga o mundo exatamente da mesma forma. Ele só vai dizer… aquilo que você já sabe.

A menos, obviamente, que você esteja atrás de confirmação para os seus próprios preconceitos. Aí são outros quinhentos…

Mas voltando ao assunto: COMO EU SEI SE ESTOU MANDANDO BEM MATRICULANDO MEU FILHO NUMA ESCOLA, CURSINHO, AUTO ESCOLA E WHATEVER?

  1. Procure saber qual é o projeto político-pedagógico da escola, que, em linhas gerais, é o resumo da filosofia de ensino da escola, valores, e como ela se propõe a ensinar e a tratar seus alunos. Vale para cursos de idioma, aulas de música, academias (sim! academias!) e o escambau. Toda instituição de ensino tem um projeto por detrás de seu funcionamento (e se não tiver, fuja dela.
    É impressionante a quantidade de matrículas feitas sem verificar este “pequeno detalhe”. A maioria das pessoas sequer sabe que isso existe, e colocam seus filhos em cursos e escolas com base no achismo e na opinião de quem também não sabe nada do assunto.
  2. Pondere sobre o projeto. Cada instituição de ensino segue uma filosofia. Inclusive as escolas públicas, que fazem parte de um grande projeto pedagógico unificado mais abrangente, têm suas diferenças. Um Colégio Pedro II não é um CAP, que também não é um IME, que por sua vez não tem nada a ver com um CEFET. E cabe a você, pai/mãe e ao aluno(a), se já for grandinho, pensar direitinho sobre o assunto. Pode ser que os valores de uma instituição sejam muito diferentes dos valores da família. Pode ser que o tipo de formação que se busque seja melhor no lugar B, mesmo que o A pareça muito melhor à primeira vista. O processo para entrar em certas instituições às vezes é muito rigoroso, e os custos podem ser muito caros. Gastar tempo ponderando nesta etapa significa que não se gastará tempo se arrependendo depois. Ou sofrendo.
  3. Se possível, faça uma visita à escola, não só para ver as instalações, mas pra olhar nos olhos dos professores e dos alunos. Porque são essas pessoas (funcionários, corpo docente e alunos) que farão parte da vida do seu (sua) querido filho(a) por um bom tempo. Às vezes, por toda infância e adolescência.
  4. Procure saber quem são os bons professores que dão aula hoje na sua cidade, e descubra onde eles colocam seus filhos para estudar. Bons professores são, por natureza, obcecados com boa formação. Nenhum professor digno de respeito vacilaria neste item. Uma instituição tem que ser boa para ele(a) confiar os próprios rebentos. Mais uma vez. é preciso prestar atenção à divergência de valores. Se o filho do professor estuda numa escola de formação humanista, por melhor que seja, talvez não sirva ao seu aspirante a sargento.

Vacilos mais comuns que pai e mãe cometem:

  1. Botar o filho na escola perto de casa – Tiro no pé, porque você está sacrificando em formação pra ganhar em logística. Nem preciso explicar o que vai custar mais caro a longo prazo.
  2. Botar o filho na escola mais cara ou na mais barata – Quem tem dinheiro sobrando em geral comete o primeiro erro, e quem não tem quase nada em geral faz a matrícula na primeira escola que aparece, pública ou particular. Repito: informação é o importante aqui. Pesquise, investigue, se vira e descubra se existe uma opção ao seu alcance que seja mais adequada à sua realidade/necessidade e à do seu/sua filho(a).
  3. Escola não aprova pra vestibular – Quem consegue aprovação é o(a) aluno(a) com base na própria formação QUE FOI CONSTRUIDA AO LONGO DOS ANOS. Se fosse tão fácil assim, teríamos um método único e infalível de produção de universitários que sequer precisaria do filtro do vestibular. Infelizmente, este tipo de propaganda enganosa atrai aos pais menos informados e mais ingênuos.
  4. Cursinho não é escola e também não aprova pro vestibular – Um cursinho nada mais é do que um intensivo de treinamento pra uma prova, para dar um trato no vestibulando, intelectual e emocionalmente. Mas, de novo, repito: o que aprova é uma formação sólida. Cursinho dá só um bônus pequeno, que por si só, não é nada.

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Estava com saudade dos posts-dica. Acho que num post futuro próximo falarei mais especificamente de aulas de música. Ou de cursos de complementação de formação.

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Piadas musicais

7 07UTC Novembro 07UTC 2009

Essa semana, recebi um link disso aqui via Twitter. Desnecessário dizer que caí da cadeira e rolei no chão de tanto rir com este vídeo:

Foi no “Stuff White People Like” que eu li que você pode juntar uma piada marroumenos com uma música marroumenos pra fazer uma boa piada musicada, tipo aquelas que o Weird Al Yankovic faz. Good point.

So que as piadas usadas nesses clipes são realmente boas. Em contrapartida, os cliches musicais são muito toscos. É tão ruim que fica bom. =D

E não podemos nos esquecer da edição de vídeo, que seria melhor se fosse pior:

Na boa, não tem como ser fã de metal e não se cagar de rir com isso:

E a melhor de todos os tempos, na minha humilde opinião:

Divirtam-se =)

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E aos 45 do segundo tempo, eis que eu recebo esta outra pérola da música e do audiovisual brasileiro. Dica do meu irmão:

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1-UP

5 05UTC Novembro 05UTC 2009

Fiz esse midi no Finale pra usar como toque de celular. Pra quando eu receber SMS, mais especificamente =)

Se não for pedir muito, quero que escutem e me digam o que acham da qualidade de som do arquivo.

Já tava na hora deu botar minha cara a tapa e mostrar algum trabalho. Se tudo der certo, no futuro coloco mais coisas aqui. =)

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A música erudita é a medida.(?)

2 02UTC Novembro 02UTC 2009

Qual a maneira mais fácil de diferenciar alguém que entende de música de alguém que não entende?

Fácil: o zé mané que não entende absolutamente nada de música vai, cedo ou tarde, dizer que a música clássica é que é a boa música; que é a música de verdade. Depois disso, ele vai te mandar ouvir Beethoven ou Mozart, na tentativa grosseira de desqualificar quem quer que você tenha predileção por ouvir. Hendrix? Lixo. Beatles? Lixo comercial. Tom Jobim? Sem graça e repetitivo. E por aí vai.

Se o sujeito tiver algum esboço de projeto de educação musical, ao menos ele saberá a diferença entre a musica clássica no jargão popular (que é basicamente a música erudita de concerto) da música do período clássico da história da música ocidental. O sujeito sem noção e sem conhecimento não vai sacar se o interlocutor sabe do que ele está falando. Se tiver orquestra, é erudito e pronto. Nem que seja banda de rock tocando com orquestra.

Não que ajude muito se ele apenas souber a diferença. Ter conhecimento e não ter bom senso* apenas significa que as idéias pré-concebidas ficarão ligeiramente mais claras. Elas continuarão sendo idéias pré-concebidas do mesmo jeito.

Na verdade, o problema da música erudita são dois: da terminologia e da história.

Falar de música erudita fazia sentido a uns dois ou três séculos atrás na Europa e nas grandes capitais dos países ocidentais, quando havia uma diferença clara entre música erudita e popular,  tanto de significado quanto de valor social e cultural. Não vou entrar em detalhes sobre as diferenças entre ambas (dica: o Google é seu amigo). Na época, considerava-se que músicaerudita era culta e a música popular era de entretenimento. Ambas tinham valor, embora o da segunda fosse negado (porque, convenhamos, se não tivesse valor algum, possivelmente teria desaparecid0)

O que temos hoje (A.K.A. século XXI) é um cenário musical tão diferente e misturado que simplesmente não faz sentido usar este tipo de terminologia. Erudição, complexidade artística e filosófica deixou de ser exclusividade da música culta. Da mesma forma, simplicidade, gingado e rítmo quebrado deixou de ser território do popular, por exemplo.

Hoje em dia, o músico que toca na roda de samba estuda no mesmo lugar que o spalla da orquestra. Se forem da mesma cidade, é possível que tenham os mesmos professores e uma formação similar. Ambos sabem harmonia funcional e condução de vozes. Ambos solfejam. A educação musical formal, que era a marca dos eruditos em outros tempos, se popularizou de lá pra cá.

O sujeito que toca quarteto de cordas de Mozart num casamento é o mesmo que vai tocar num musical da Broadway no dia seguinte, para depois ir tocar com seu grupo de música experimental. São contextos diferentes que acabam se sobrepondo – é o grande barato do nosso tempo, aliás.

O mesmo acontece com o ouvinte, músico ou não. Na prática o que temos hoje é uma multidão de ecléticos, porque somos todos “atacados” por influências musicais variadas por todos os lados. A música da novela é uma, a dos comerciais de TV são outras (e isso varia de canal pra canal) a do rádio é outra, a que toca na night é outra, a dos filmes é outra que não tem nada a ver com as primeiras, e sabe lá mais o que se escuta nos YouTubes e Blip.FMs da vida. E em todos esses meios, vai se escutar música boa e ruim. É no meio dessa zona que a gente constrói nosso referencial musical, com ou sem educação musical.

Obviamente, não se pode questionar o valor dessa música que foi erudita em outros tempos e que hoje toca até em comercial. Mas é uma música feita em outros tempos, para expectativas e ouvidos de outras pessoas, segundo premissas que a gente, hoje, pode não compartilhar ou sequer cogitar. Outros tempos, outros homens, outras cabeças. Só sobraram as grades orquestrais.

Valor existe. Só não é medida para qualificar ou desqualificar o que se faz hoje para o público de hoje.

*Sinto vontade de matar com requintes de crueldade gente sem bom senso.

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Sobre culinária oriental

25 25UTC Outubro 25UTC 2009

Aos poucos vou recuperando a manha pra fazer o arroz bem feito. Depois de uma panela de arroz insosso e outra de arroz empapado, fiz uma panela decente. Decente do verbo “dá pra comer” e não do verbo “porra ficou ótimo”. O que uma panela tampada não faz pelo cozimento…

O resto é pratica de fazer rolinhos, bolinhos, cortar e filetar coisas.

Se substitui um bom restaurante? Óbvio que não. Sai mais barato, mas dá mais trabalho, e duvido que fique tão bom quanto o sushi de alguém que o faz como profissão.

Mas dá pra substituir uma temakeria quando bate a vontade … >=)

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Sobre composições e arranjos

24 24UTC Outubro 24UTC 2009

Quando a gente escreve uma música, dizemos que estamos escrevendo pra um instrumento. “Fulano escreveu uma linha do baixo” ou então “cicrano fez um arranjo pra piano”.

Mas na verdade a gente escreve pra instrumentistas. Intérpretes. Pessoas. Por tabela é que escrevemos para instrumentos.

Parece meio óbvio isso, mas não é. O jargão dá a falsa impressão de que escrevemos para objetos inanimados, e não para pessoas que tocam instrumentos. E isso faz uma diferença absurda, porque só o intérprete (e nem sempre o compositor) entendem como que aquele instrumento faz pra produzir som. Quem resolve as dificuldades técnicas e interpreta é o instrumentista.

Quando eu comecei a escrever pra piano, meu professor deu umas dicas básicas: “a gente escreve pra duas mãos, cinco dedos em cada. Entre cada dedo tem mais ou menos o espaço de uma terça. Isso funciona. Isso não funciona”. O resto do trabalho foi escrever (pra caralho, diga-se de passagem) pra outros pianistas tocarem. Eventualmente, eu tocava minhas próprias peças (mal, diga-se de passagem) para fazer um reality check da mesma: se eu, com meus parcos conhecimentos de piano consigo fazer soar aquela idéia, um instrumentista de verdade também consegue.

Óbvioamente, nem sempre dá pra tocar tudo que eu escrevo. Não tenho 99% dos instrumentos pros quais eu escrevo e faço uma idéia muito remota e teórica de como eles funcionam.

Dessa vez me atrevi a escrever pra flauta. Estou enchendo o saco dos meus amigos flautistas, pra ver se não escrevo alguma besteira. Não tenho um décimo do fôlego que eles têm. Nunca toquei flauta transversa, nem sei como se faz pra produzir som com aquela embocadura maluca da flauta. Sei a extensão do instrumento, os registros e as regras de notação, e tenho uma capacidade razoável de “pensar com a cabeça alheia” pra resolver esse tipo de problema.

Tá, mas isso não limita seu potencial de criação? Em parte. Por um lado, perco a liberdade de escrever qualquer coisa que eu imagine, mas eu ganho podendo escrever algo factível, que vai se traduzir em música. Se vai ficar fácil ou dificil, não é problema. O problema é ficar impossível.

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José Miguel Wisnik

21 21UTC Outubro 21UTC 2009

Pra nao ficar só um monte de texto chato, um vídeo legal do José Miguel Wisnik.

Falo mais sobre ele nos próximos posts. Esse vídeo é so pra dar uma idéia.

Acho engraçada essa visão dele, já que quase todo mundo acha que uma coisa é uma coisa, e a outra coisa é outra coisa. E eu concordo com ele, embora ainda não consiga entender muito bem como essa união se passa.

Taí outro livro que eu preciso ler.

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Quadrivium, parte 2

21 21UTC Outubro 21UTC 2009

A pior parte de qualquer aula de musica é, na minha opinião, fazer o aluno acreditar que o argumento “música não é apenas diversão e entretenimento barato” não se trata de um argumento inválido.

Salvo quem já foi musicalizado de alguma forma (fez aula em outras épocas, é filho de músico ou tem pais com um certo nível cultural, etc.) todo mundo entra pra aula de música achando que é pra se divertir. O que não está errado, já deixando bem claro. Aula de música (aliás, qualquer outra aula) devia ser interessante e divertida. A gente já tem tanta tortura na vida, pra que tornar nossas aulas ainda piores?

Obviamente, enquanto está divertido, tudo são flores. Mas eventualmente a coisa fica chata em algum nível (é impossível manter a festa 24 horas por dia 365 dias por ano): é o solfejo que não afina, é a percepção que não ajuda no ditado, é a mão que dói na hora da pestana, é a banda que vive brigando, etc, etc, etc…

Aí vem o desânimo, a decepção e a vontade de parar com tudo e mandar a aula de música as favas. Como se ela tivesse perdido sua razão de ser. Muita gente vai pro conservatório atrás do mesmo entretenimento que se busca indo a uma dessas festas pagas, shows ou bares.

Porque é essa a noção que as pessoas tem de música: divertimento, puro e simples, nem mais nem menos. E se para de divertir, não tem porque existir, porque a função foi perdida. Infelizmente, é a noção de música que a sociedade tem de maneira geral, e parte do trabalho consiste em mostrar que não é só isso.

Sinto um misto de  inveja e pena dos professores de matemática, por exemplo. Porque eles podem enfiar cálculos e mais cálculos goela abaixo de seus alunos, e eles vão estudar o conteúdo porque, supostamente, é bom para eles. Mesmo que jamais usem aquilo pelo resto da vida.

Eu, por exemplo, uso pouquíssimo do que aprendi do ginásio para frente. Fica uma sensação bem nítida de que um monte de conteúdos que eu estudei não serviu para absolutamente nada.

Está implícito. Já está comprada a versão da história de que matemática é certo, é bom e é importante. E as pessoas estudam como loucas, sem parar para prestar atenção se aquilo realmente é ou não é útil. Vai se fazendo uma conta atrás da outra até pegar o diploma.

Minha birra não é com matemática. Adoro ela (porque matemática pode ser musica e vice-versa). Minha birra é com essas noções pré concebidas, que fazem o sujeito achar que estudar matrizes é mais importante (e pode não ser) e que estudar canto é dispensavel (e também pode não ser). Ao mesmo tempo, sinto inveja de quem já conseguiu, de antemão, vender a importância do seu saber.

Talvez por conta desse paradigma, em 90% das escolas e conservatórios, a gente precise, quase o tempo todo, repensar os currículos de música. Cortar as gorduras desnecessárias, ir direto ao ponto e dar o que o aluno quer e precisa, e não o que está erradamente pressuposto que é o certo.

Ah, não quer ler partitura? Ok, sem problemas, quando você sentir necessidade disso (porque vai sentir, cedo ou tarde, trust-me) a gente trabalha isso direito. Ninguém vai enfiar semínima goela abaixo de ninguém.

Quase sempre, os momentos importantes das nossas vidas são embalados por alguma trilha sonora escolhida por nós arbitrariamente. Tipo quando a gente está apaixonado por alguém ou quando nasce um filho tão esperado.

Logo, música tem sua importância e merece ser ouvida e estudada com carinho.

P.S.: e junto com a música que escolhemos, está lá também um monte de fórmulas matemáticas complexas que só o compositor conhece. Alturas, harmônicos, freqüências e o escambau. A matemática “chata” está toda lá. Só não é evidente.

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Metajogo: como gabaritar uma prova sem saber do que ela trata

10 10UTC Outubro 10UTC 2009

Eu detesto provas. De qualquer espécie.

Minto. Tenho algum respeito por provas do tipo “vá até lá e mostre o que você sabe fazer”. Tipo audição ou prova de solfejo, desenho técnico, prova pra passar de faixa no Karate e etc. Porque, quem sabe, faz ao vivo. E quem não sabe não tem como enganar. De fato, você está provando que sabe fazer algo.

No caso de 99% das provas escolares, temos apenas um ritual que se presta (e fracassa) a servir como ferramenta de avaliação, em geral dos alunos. Um  modelo velho (nas piores conotações que esta palavra assume), aplicado ad infinitum até o ponto em que se torna uma espécie de ritual sazonal inalienável das aulas, que todo mundo tem que passar porque sim, porque, acredita-se, aquilo (juntamente com a nota) vai dizer se o aluno é bom ou ruim.

Bullshit.

Ninguem, nem pai de aluno, nem aluno (esses tem licensa pra não entender), nem professor nem diretor entendem o quão “gasta” é a mecânica de uma prova. O fato é que se usa isso a tanto tempo e de forma tão indiscriminada e acrítica que, para alguém um pouco mais esperto, a prova acaba não sendo nada demais.

Primeiro, porque, sendo a tal da “culminãncia” do pelo processo de avaliação (não é à toa que  esta acontece nos finais de bimestre/semestre/ano/whatever), começa-se a achar, erradamente, que é a etapa mais importante do processo. Mais importante do verbo “infinitamente superior e mais importante que todo o processo que levou até a prova”. Ou então mais importante do verbo “essa é a razão de ser de todas as aulas”.

Eis a merda. Aí o cristão pensa que a função do estudo é preparação para a prova, única e exclusivamente. E daí para novas aberrações não custa muito.

Pode-ser que o sujeito não queira perder seu tempo estudando para algo tão chato, efêmero e que não leva ninguém a lugar algum (o que até faz sentido se você enxerga o estudo dessa maneira). E então é dada a largada para as estratégias Mini-max de prova: obter, com o menor esforço possível, a melhor das notas possível.

Quem é uma anta ou simplesmente não quer esquentar a cabeça, capricha na cola, essa estratégia arriscada que poucos dominam com maestria.

Quem sabe um pouco mais, ou simplesmente não quer se arriscar muito, deixa pra estudar na véspera e para esquecer tudo no dia seguinte. Parecido com quem entra na academia pra ficar em forma para o verão e depois mandar o exercício pras picas pelo resto do ano.

Quem é um pouco mais atento estuda os pontos da prova. Se as ultimas matérias dadas foram X,Y e Z, são sobre essas que o sujeito vai montar sua cola/estudo de ultima hora/roteirinho para a prova que prova que o sujeito sacou o metajogo da situação toda. Manja cursinho pré vestibular? É isso.

(alias, fiz isso a minha vida inteira, inconscientemente. Deve ser por isso que quase sempre tirei um pouco acima do mínimo. Porque nunca fui chegado em estudo enquanto forma de self-aporrinhação)

Aliás, nada contra cursinhos. Num mundo em que uma vaga de emprego ou de faculdade são decididas dessa maneira tosca, não se pode culpar pessoas por buscarem um reforço (repito: reforço) para a hora agá. É o destino que está em jogo, vale tudo nessas horas. Minto. Quase tudo.

Minha birra é achar que aula só serve pra isso, e direcionar todo um possível preparo para a vida para um preparo de prova.

Treino é treino. Jogo é jogo.

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8 08UTC Outubro 08UTC 2009

Excelente post-tutorial da Ollie sobre como usar o Twitter.

Se você não sabe como usar, ou apenas quer aprender a tirar mais proveito dessa ferramenta, vale ler esse post.