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O combinado tá de pé e vai ser cumprido

8 08UTC Fevereiro 08UTC 2010

E eu não resisti e fiz uma piada deveras cretina no título do post. =P

Mas dessa vez o meu sumiço e a escassez de postst se justifica: o tempo que eu não gasto procurando emprego, eu gasto estudando.

Ainda não comecei a escrever nada, mas já tenho pelo menos dois temas na cabeça. Até lá, segredo =P

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The internet is for porn

3 03UTC Fevereiro 03UTC 2010

Tudo começou quando me falaram do jogo Phoenix Wright: Ace Attorney, pra DS. Pra quem não conhece, é um simulador de advogado, no qual você conversa com pessoas, busca evidências sobre casos e depois participa de um julgamento. Fiquei curioso pela proposta do jogo e fui pesquisar nas interwebz sobre ele.

Beleza… o jogo foi bem aceito, vendeu direitinho, agradou e teve continuações… E aí eu descubro que o jogo também virou meme, por conta de vídeos de outros memes feitos com imagens do simulador

Enquanto me recompunha das risadas provocadas pelos dois primeiros vídeos, o último vídeo me chamou a atenção pela qualidade dos vocais e do arranjo. Obviamente, já tinha ouvido falar do “Internet is for Porn”, mas nunca tinha ouvido a música por inteiro e nem tive a curiosidade de procurar pelo meme no Google.

Achei bem feito demais pra algo digno de 4chan. Fui atrás da letra, e acabei achando um link pro vídeo original:

Aí eu descubro que a música é faz parte de um MUSICAL DA BROADWAY! >.<

Não se trata de um musical off-broadway obscuro. Muito pelo contrário, é uma releitura adulta da Vila Sésamo. Releitura que ganhou prêmio, versões em outros idiomas (português brasileiro included) igualmente bem sucedidas. E, por acaso, eu conheço dois dos músicos que trabalham nesse espetáculo.

E NINGUÉM ME FALA DA PORCARIA DA MÚSICA >.<

Me sinto como um marido traído. =/

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LESSIG, Lawrence. Cultura Livre

29 29UTC Janeiro 29UTC 2010

A dica de leitura veio nas aulas de Home Studio, mas só agora de férias eu tive tempo para ler o livro com calma.

Para ler ou baixar, é só clicar aqui.

O livro é uma compilação de processos envolvendo direito autoral americano na era da internet.

Tem a história do hacker bonzinho que foi processado pelas grandes gravadoras, tem a história do cineasta querendo fazer um CD-Rom do Clint Eastwood e se vendo diante de uma montanha de processos de direito autoral a serem pagos e um porrolho de outros casos. Tem de tudo: indústria editorial, cinema, computadores, quadrinhos, farmacêutica e, principalmente, da indústria musical, e como que a coisa toda funciona em cada uma delas.

O barato do livro é que, ao longo das histórias, o autor destrincha as leis de copyright (que são muitas, mesmo) caso a caso, mostrando suas idiossincrasias, os problemas que decorrem dessas leis tão abrangentes e os problemas de adequação da lei à internet.

Sim, “pirataria” entre aspas, porque o buraco é mais embaixo, pois nem tudo que viola o código ultra-complexo do copyrigh deveria ser considerado crime contra a propriedade intelectual. Não é preto no branco, como muitos abordam o problema.

No fim das contas, é uma enorme história de como a tecnologia está sempre a um passo à frente do controle legal, e das conseqüencias (boas e ruins) dessa nova liberdade.

O mais legal do livro, na minha opinião, são os momentos em que rola aquela compilação de dados básica para mostrar o resultado financeiro da pirataria e do direito autoral. Coisas como o encarecimento do processo produtivo em virtude de um copyright tão abrangente, por exemplo. O livro explica direitinho.

Pessoalmente, eu considero leitura obrigatória a qualquer pessoa que trabalhe com internet e/ou propriedade intelectual.

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2 Cents: como um músico pode tirar proveito das interwebz

21 21UTC Janeiro 21UTC 2010

Caro músico. Você que não encara esta arte apenas como hobby ou diversão e que deseja se profissionalizar. Você que um dia decidiu que valia mais a pena gastar seu tempo estudando música do que qualquer outra coisa. Você que, assim como eu, tem ótimas idéias musicais (sim, vamos mandar a modéstia pastar por enquanto) mas que não sabe muito bem o que fazer com elas. Este post é pra você.

Não, não vou dar a receita do sucesso, por dois motivos. Primeiro porque se eu a conhecesse, eu ja seria um profissional de sucesso no mercado. E segundo porque, se eu tivesse a formula mágica, não entregaria ela assim tão fãcil. >=)

O que eu tenho são alguns centavos de sabedoria que a vida me deu, de tanto eu dar minha cara a tapa e botar meu nariz aonde ele não era solicitado. Aliás, isto serve pra qualquer post deste blog. Mas hoje, dedico o post aos irmãos de labuta. Em especial, aos que estão começando a caminhada rumo à profissionalização.

Eu arrisco dizer que hoje, por um lado, está mais difícil do que nunca entrar no mercado. Por outro, digo que ele está mais acessível do que nunca.

Permita-me explicar melhor.

A relação que nós seres humanos temos com a música mudou muito de uns anos pra cá. Eu diria que mudou mais de cinco anos pra cá do que em trinta anos até esses últimos cinco anos. Tudo graças graças a uma série de tecnologias novas que já estão tão integradas ao nosso dia-a-dia que parece até que elas estiveram aí desde sempre. iPods da vida, rádios online (Blip.fm, Last.fm, etc.), sites de video (Youtube, Vimeo, etc.), sistemas de compartilhamento de arquivos via P2P (Soulseek) ou torrent (Torrentz) para troca de MP3, isto só para citar alguns poucos exemplos

A queda de faturamento das gravadoras (e sua perda de poder e influência, por tabela) é só um dos zilhões de efeitos dessas mudanças.  Talvez seja o mais evidente de todos, mas tem muito mais coisa acontecendo. Quem ainda ouve álbuns inteiros? Sabe-se que a transferência P2P favorece a escuta de músicas isoladas, desvinculadas de seus álbuns conceituais. Por outro lado, os sistemas de torrent permitem que se baixe e se ouça discografias inteiras, o que seria bastante caro em outros tempos. E no meio disso tudo, temos as rádios online com seus streams de áudio e algoritmos que permitem que se ouça essas mesmas discografias e faixas isoladas sem ter que baixar nadinha.

É a ponta do iceberg, e ainda estamos nos adaptando e procurando formas de responder a essas mudanças.

Sobrou pra gente. Por hora, resta a nós músicos nos encarregarmos de funções que, tradicionalmente, eram trabalho das editoras e gravadoras: produção, distribuição, marketing, relações públicas, contratos, etc, etc, etc.

Infelizmente, não temos outra escolha senão sermos empreendedores, nem que seja num sentido mais amplo. Não é pra sair abrindo firma depois de ler este post, mas também não é pra gravar uma demo e ir de por ta em porta de gravadora esperar que um produtor ouça seu trabalho. Até porque existem grandes chances desses escritórios fecharem até lá.

Depois da reflexão, meus dois centavos de sabedoria:

  1. Por tudo que há de mais sagrado, faça boas gravações do seu trabalho. Não, não é nada caro e nem difícil de fazer, mas eu vou explicar com mais detalhes essa etapa da produção em outro post. O que é importante aqui é você se certificar de, em hipótese alguma, colocar uma gravação ruim na internet. Não importa se for audio, vídeo, podcast ou o que for. Trabalho porco depõe contra você, e já temos tosqueiras demais nos Youtubes da vida. Na pior das hipóteses vão achar que você não sabe o que tá fazendo, que é um músico ruim ou um sujeito sem noção. E na melhor delas as pessoas simplesmente não vão querer te ouvir, porque, adivinhe: o som está uma bosta.
  2. Gravou bonito? Então coloque seus arquivos pro povo ouvir, e isso você pode fazer de várias maneiras. Dá pra vender diretamente por lojas de conteúdo virtual, tipo iTunes (não sei exatamente qual é o processo, mas eu conheço músicos que já fazem isso e posso perguntar pra eles). Também dá pra colocar em servidores para download gratuito, tipo rapidshare. Tumblr também é uma otima opção, por conta da lista de followers e por permitir que se ouça música sem download, caso você prefira esta opção.
  3. Dependendo do seu orçamento, pague um servidor particular. Se você está só começando e/ou não tem grana, pode pular esta etapa. Mas quem já tem um trabalho gravado e já toca profissionalmente deve considerar esta opção, pra não ter que sofrer por conta de eventuais limitações e problemas de sites gratuitos. Fora que ter um domínio próprio ajuda a passar uma idéia de profissionalismo.
  4. Redes sociais estão aí para serem usadas. Mesmo que você tenha seu servidor próprio, aliás. Não é porque você usa uma coisa que voce vai deixar de usar a outra. É sempre bom ter opões.
  5. Chegue mais perto. O grande barato das interwebz é justamente aproximar pessoas. No nosso caso, as ferramentas da web (Orkut, Twitter, Facebook e o escambau) permitem que a gente converse com quem ouve nosso trabalho. É um feedback impensável a uns dez anos atrás. Além de fortalecer o vínculo com o público, essas ferramentas também são úteis na hora de filtrar informação a nosso respeito. Em especial, críticas e comentários sobre o que produzimos. Aliás, esse papo sobre crítica em tempos de internet fica pra outro post.

O cenário é meio desanimador diante da quantidade de trabalho que nos espera. Os dias de escrever uma canção e esperar por um empresário que faça todo o resto estão contados. Mas vejam pelo lado bom: não devemos mais nada a ninguém. Não precisamos mais pagar com a nossa dignidade e fazer o que o produtor fonográfico manda que a gente faça. A responsabilidade artística do nosso trabalho é totalmente nossa – coisa rara de acontecer na história da música. Até hoje.

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“Este post está participando do Concurso Profissão Blogueiro, que vai premiar três blogueiros com netbook e kit completo para quem quer ter um blog de sucesso. Acesse: www.ideiasnoar.com.br/profissaoblogueiro .

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Treinando o ouvido: as maravilhas que a web 2.0 nos proporciona

17 17UTC Janeiro 17UTC 2010

Alô você, que é musico profissional, estudante, amador, e que sofre pra tirar suas músicas favoritas ou tirar uma nota boa nas provas de percepção*…

SEUS PROBLEMAS ACABARAM! Ou quase =D

Seguinte: o site Trainear tem uma ferramenta espetacular pra treinar ouvido harmônico e melódico. Você só precisa ter instalado o Adobe Flash 9 (e um browser de internet, obviamente) pra poder começar a brincar.

Ta aí a criança

O programa faz ditados harmônicos, melódicos, intervalares, de escalas, de acordes, de linhas do baixo, de escrita musical e é configurável nos mínimos detalhes. É possível escolher, por exemplo, quais tipos de intervalos você vai praticar: se só vão rolar intervalos ascendentes, descendentes, harmônicos ou tudo junto pra ficar mais difícil.

Dá pra controlar também o comportamento do programa em função das respostas. Você pode, por exemplo, pedir para o programa mostrar onde você errou, ou forçar ele a continuar num determinado intervalo até que você acerte. E todas as respostas, além de tocadas, são mostradas visualmente na partitura e no tecladinho logo abaixo das opções. Para os músicos mais experientes, esse tipo de informação é preciosíssima.

Pessoalmente, o que eu achei mais divertido é a possibilidade de  configurar o programa para tocar trechos de músicas que comecem com os intervalos perguntados. Por exemplo, se o programa toca uma quinta justa, você pode pedir pra ele tocar o início do tema do filme ‘Guerra nas Estrelas”, do “Super Homem” ou do filme “De Volta para o Futuro”, que tem suas músicas temas começando com um intevalo de quinta justa ascendente. Isso ajuda muito quem tá começando.

Dá pra acompanhar o andamento dos exercícios no painel de estatísticas. Ele mostra a relação acerto/erro e quais os tipos de intervalos precisam ser mais trabalhados.

O programa só tem um problema sensível: o som dos instrumentos MIDI é muito ruim de ouvir. Isso cansa o ouvido, e acaba sendo uma dificuldade desnecessária para a percepção de quem está começando.

De resto, ele é ótimo.

*Falo com conhecimento de causa: sempre fui ruim em percepção.

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“Este post está participando do Concurso Profissão Blogueiro, que vai premiar três blogueiros com netbook e kit completo para quem quer ter um blog de sucesso. Acesse: www.ideiasnoar.com.br/profissaoblogueiro .”

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Análise econômica e considerações

8 08UTC Janeiro 08UTC 2010

O @mrmanson mandou o link desta matéria via Twitter. Trata-se de um gráfico sobre o faturamento de artistas e selos do Reino Unido nos últimos anos.

Isso posto, meus two cents de sabedoria:

1 – Segundo a análise proposta, eles colocam todos os artistas no mesmo saco de gatos. Gente como meus amigos músicos,  que se apresentam regularmente e ganham algo em torno do mínimo para cobrir os custos dos shows, e muitas vezes nem isso. Como bem lembrou um dos comentaristas, isso gera uma distorção nos números quando você coloca na conta meia dúzia de artistas que  faturam milhões todo só com apresentações ao vivo (Madonna, Stones, Paul McCartney e até o falecido MJ, por exemplo), mas que são suficientes pra inflacionar o gráfico.

Fica a falsa impressão de que as gigs são uma mina de ouro inexplorada (tese tão alardeada pelos defensores da distribuição de arquivos de musica), e não é bem assim que a banda toca, infelizmente.

2 – A indústria fonográfica está se transformando numa indústria de produção de shows. Antes os shows serviam pra vender o disco. Agora a tendência é a música servir de cartão de visita para vender o espetáculo. Isso explica o aumento no preço dos ingressos, nos custos de produção e no nível de profissionalização dos espetáculos. Pelo jeito, a idéia agora é vender uma experiência única e especial para o público, e não mais subir no palco pra divulgar as faixas novas do CD numa casa superlotada com som ruim.

Isso me fez lembrar de um depoimento de um amigo do meu irmão, que foi num show de rock durante uma viagem ao Canadá. Segundo seu testemunho, o nível de organização, acústica, infraestrutura e segurança faz os nossos shows parecerem amadores.

3 – Fato: quem entrar no negócio esperando vender música vai se estrepar. Ninguém paga por nada que pode ter de graça.

4 – Como não foi feita uma divisão entre músicos já estabelecidos no mercado e os que estão iniciando carreira, só podemos especular sobre os custos de produção do lançamento dos mesmos. Sabe-se que hoje é mais barato produzir músicas de qualidade do que a dez anos atrás. Por outro lado, é cada vez mais raro um produtor investir dinheiro em quem está começando. Aliás, a tendência agora é outra: cobra-se para produzir um artista.

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Eu gostaria muito de ver  mais gráficos como este, em especial sobre o mercado brasileiro, por três motivos além do motivo obvio deu ser brasileiro vivendo no brasil:

1 – Somos um país de excluídos digitais. Um país que, no máximo, só sabe usar as interwebz pra postar foto no Orkut. Negociar músicas via iPod store por aqui seria no mínimo utópico. Como se dá a pirataria/troca de arquivos num país em que tão pouca gente sequer sabe o que é um Torrent?

2 – Somos um país de dimensoes continentais e cultura muito variada. E eu tenho curiosidade em saber como é o mercado fora do eixo Rio-São Paulo.

3 – Players de MP3 aqui ainda são pouco acessíveis. Não é tão retardadamente barato como é lá fora. E isso faz uma diferença absurda na maneira como as pessoas ouvem, consomem e se relacionam com música. Mas isso fica pra outro post.

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Dicas pra quem vai matricular o(a) filho(a) em alguma instituição de ensino

15 15UTC Novembro 15UTC 2009

Quando o paipai vai matricular seus pimpolhos numa escola, ele pensa numa série de variáveis: quase sempre começa pelo custo da escola, localização, quem são os professores, quanto tempo de aula seus filhotes terão, se tem “extras” (detesto este termo) – artes plásticas, música, sapateado, e o escambau, SE VAI APROVAR PRO VESTIBULAR, etc, etc.

Obviamente, todo pai e mãe busca o melhor pro seu filho. Infelizmente, nem todo mundo tem talento, bom senso ou informação pra isso. Palavras do meu psiquiatra: nem todo mundo é talhado para a paternidade/maternidade. Infelizmente.

E, mesmo que o sujeito até seja, não quer dizer que ele saiba tudo que é preciso para dar uma boa formação ao rebento. Ninguém é perfeito e ninguém sabe de tudo. E é de extrema sabedoria, num momento desses de total falta de informação, procurar outras opiniões. E que estas opiniões sejam de pessoas bastante diferentes, para que se possa haver uma ponderação dada por diferentes pontos de vista. Não adianta nada você perguntar pro pai do amiguinho do seu filho que vive uma vida parecidíssima com a sua e enxerga o mundo exatamente da mesma forma. Ele só vai dizer… aquilo que você já sabe.

A menos, obviamente, que você esteja atrás de confirmação para os seus próprios preconceitos. Aí são outros quinhentos…

Mas voltando ao assunto: COMO EU SEI SE ESTOU MANDANDO BEM MATRICULANDO MEU FILHO NUMA ESCOLA, CURSINHO, AUTO ESCOLA E WHATEVER?

  1. Procure saber qual é o projeto político-pedagógico da escola, que, em linhas gerais, é o resumo da filosofia de ensino da escola, valores, e como ela se propõe a ensinar e a tratar seus alunos. Vale para cursos de idioma, aulas de música, academias (sim! academias!) e o escambau. Toda instituição de ensino tem um projeto por detrás de seu funcionamento (e se não tiver, fuja dela.
    É impressionante a quantidade de matrículas feitas sem verificar este “pequeno detalhe”. A maioria das pessoas sequer sabe que isso existe, e colocam seus filhos em cursos e escolas com base no achismo e na opinião de quem também não sabe nada do assunto.
  2. Pondere sobre o projeto. Cada instituição de ensino segue uma filosofia. Inclusive as escolas públicas, que fazem parte de um grande projeto pedagógico unificado mais abrangente, têm suas diferenças. Um Colégio Pedro II não é um CAP, que também não é um IME, que por sua vez não tem nada a ver com um CEFET. E cabe a você, pai/mãe e ao aluno(a), se já for grandinho, pensar direitinho sobre o assunto. Pode ser que os valores de uma instituição sejam muito diferentes dos valores da família. Pode ser que o tipo de formação que se busque seja melhor no lugar B, mesmo que o A pareça muito melhor à primeira vista. O processo para entrar em certas instituições às vezes é muito rigoroso, e os custos podem ser muito caros. Gastar tempo ponderando nesta etapa significa que não se gastará tempo se arrependendo depois. Ou sofrendo.
  3. Se possível, faça uma visita à escola, não só para ver as instalações, mas pra olhar nos olhos dos professores e dos alunos. Porque são essas pessoas (funcionários, corpo docente e alunos) que farão parte da vida do seu (sua) querido filho(a) por um bom tempo. Às vezes, por toda infância e adolescência.
  4. Procure saber quem são os bons professores que dão aula hoje na sua cidade, e descubra onde eles colocam seus filhos para estudar. Bons professores são, por natureza, obcecados com boa formação. Nenhum professor digno de respeito vacilaria neste item. Uma instituição tem que ser boa para ele(a) confiar os próprios rebentos. Mais uma vez. é preciso prestar atenção à divergência de valores. Se o filho do professor estuda numa escola de formação humanista, por melhor que seja, talvez não sirva ao seu aspirante a sargento.

Vacilos mais comuns que pai e mãe cometem:

  1. Botar o filho na escola perto de casa – Tiro no pé, porque você está sacrificando em formação pra ganhar em logística. Nem preciso explicar o que vai custar mais caro a longo prazo.
  2. Botar o filho na escola mais cara ou na mais barata – Quem tem dinheiro sobrando em geral comete o primeiro erro, e quem não tem quase nada em geral faz a matrícula na primeira escola que aparece, pública ou particular. Repito: informação é o importante aqui. Pesquise, investigue, se vira e descubra se existe uma opção ao seu alcance que seja mais adequada à sua realidade/necessidade e à do seu/sua filho(a).
  3. Escola não aprova pra vestibular – Quem consegue aprovação é o(a) aluno(a) com base na própria formação QUE FOI CONSTRUIDA AO LONGO DOS ANOS. Se fosse tão fácil assim, teríamos um método único e infalível de produção de universitários que sequer precisaria do filtro do vestibular. Infelizmente, este tipo de propaganda enganosa atrai aos pais menos informados e mais ingênuos.
  4. Cursinho não é escola e também não aprova pro vestibular – Um cursinho nada mais é do que um intensivo de treinamento pra uma prova, para dar um trato no vestibulando, intelectual e emocionalmente. Mas, de novo, repito: o que aprova é uma formação sólida. Cursinho dá só um bônus pequeno, que por si só, não é nada.

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Estava com saudade dos posts-dica. Acho que num post futuro próximo falarei mais especificamente de aulas de música. Ou de cursos de complementação de formação.

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Piadas musicais

7 07UTC Novembro 07UTC 2009

Essa semana, recebi um link disso aqui via Twitter. Desnecessário dizer que caí da cadeira e rolei no chão de tanto rir com este vídeo:

Foi no “Stuff White People Like” que eu li que você pode juntar uma piada marroumenos com uma música marroumenos pra fazer uma boa piada musicada, tipo aquelas que o Weird Al Yankovic faz. Good point.

So que as piadas usadas nesses clipes são realmente boas. Em contrapartida, os cliches musicais são muito toscos. É tão ruim que fica bom. =D

E não podemos nos esquecer da edição de vídeo, que seria melhor se fosse pior:

Na boa, não tem como ser fã de metal e não se cagar de rir com isso:

E a melhor de todos os tempos, na minha humilde opinião:

Divirtam-se =)

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E aos 45 do segundo tempo, eis que eu recebo esta outra pérola da música e do audiovisual brasileiro. Dica do meu irmão:

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1-UP

5 05UTC Novembro 05UTC 2009

Fiz esse midi no Finale pra usar como toque de celular. Pra quando eu receber SMS, mais especificamente =)

Se não for pedir muito, quero que escutem e me digam o que acham da qualidade de som do arquivo.

Já tava na hora deu botar minha cara a tapa e mostrar algum trabalho. Se tudo der certo, no futuro coloco mais coisas aqui. =)

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A música erudita é a medida.(?)

2 02UTC Novembro 02UTC 2009

Qual a maneira mais fácil de diferenciar alguém que entende de música de alguém que não entende?

Fácil: o zé mané que não entende absolutamente nada de música vai, cedo ou tarde, dizer que a música clássica é que é a boa música; que é a música de verdade. Depois disso, ele vai te mandar ouvir Beethoven ou Mozart, na tentativa grosseira de desqualificar quem quer que você tenha predileção por ouvir. Hendrix? Lixo. Beatles? Lixo comercial. Tom Jobim? Sem graça e repetitivo. E por aí vai.

Se o sujeito tiver algum esboço de projeto de educação musical, ao menos ele saberá a diferença entre a musica clássica no jargão popular (que é basicamente a música erudita de concerto) da música do período clássico da história da música ocidental. O sujeito sem noção e sem conhecimento não vai sacar se o interlocutor sabe do que ele está falando. Se tiver orquestra, é erudito e pronto. Nem que seja banda de rock tocando com orquestra.

Não que ajude muito se ele apenas souber a diferença. Ter conhecimento e não ter bom senso* apenas significa que as idéias pré-concebidas ficarão ligeiramente mais claras. Elas continuarão sendo idéias pré-concebidas do mesmo jeito.

Na verdade, o problema da música erudita são dois: da terminologia e da história.

Falar de música erudita fazia sentido a uns dois ou três séculos atrás na Europa e nas grandes capitais dos países ocidentais, quando havia uma diferença clara entre música erudita e popular,  tanto de significado quanto de valor social e cultural. Não vou entrar em detalhes sobre as diferenças entre ambas (dica: o Google é seu amigo). Na época, considerava-se que músicaerudita era culta e a música popular era de entretenimento. Ambas tinham valor, embora o da segunda fosse negado (porque, convenhamos, se não tivesse valor algum, possivelmente teria desaparecid0)

O que temos hoje (A.K.A. século XXI) é um cenário musical tão diferente e misturado que simplesmente não faz sentido usar este tipo de terminologia. Erudição, complexidade artística e filosófica deixou de ser exclusividade da música culta. Da mesma forma, simplicidade, gingado e rítmo quebrado deixou de ser território do popular, por exemplo.

Hoje em dia, o músico que toca na roda de samba estuda no mesmo lugar que o spalla da orquestra. Se forem da mesma cidade, é possível que tenham os mesmos professores e uma formação similar. Ambos sabem harmonia funcional e condução de vozes. Ambos solfejam. A educação musical formal, que era a marca dos eruditos em outros tempos, se popularizou de lá pra cá.

O sujeito que toca quarteto de cordas de Mozart num casamento é o mesmo que vai tocar num musical da Broadway no dia seguinte, para depois ir tocar com seu grupo de música experimental. São contextos diferentes que acabam se sobrepondo – é o grande barato do nosso tempo, aliás.

O mesmo acontece com o ouvinte, músico ou não. Na prática o que temos hoje é uma multidão de ecléticos, porque somos todos “atacados” por influências musicais variadas por todos os lados. A música da novela é uma, a dos comerciais de TV são outras (e isso varia de canal pra canal) a do rádio é outra, a que toca na night é outra, a dos filmes é outra que não tem nada a ver com as primeiras, e sabe lá mais o que se escuta nos YouTubes e Blip.FMs da vida. E em todos esses meios, vai se escutar música boa e ruim. É no meio dessa zona que a gente constrói nosso referencial musical, com ou sem educação musical.

Obviamente, não se pode questionar o valor dessa música que foi erudita em outros tempos e que hoje toca até em comercial. Mas é uma música feita em outros tempos, para expectativas e ouvidos de outras pessoas, segundo premissas que a gente, hoje, pode não compartilhar ou sequer cogitar. Outros tempos, outros homens, outras cabeças. Só sobraram as grades orquestrais.

Valor existe. Só não é medida para qualificar ou desqualificar o que se faz hoje para o público de hoje.

*Sinto vontade de matar com requintes de crueldade gente sem bom senso.